sábado, 23 de fevereiro de 2008

Heroine.

Segue abaixo uma prosa poética de meu amigo Gui.
Ele me mandou agora mesmo, não resisti e tive que postar.
Claro que com a autorização dele. (y)


Heroína.
Amanhece em cinzas o novo dia. Pétalas sem flores, pássaro sem vôo, porta sem entrada, só angústia, silêncio, solidão. Um copo de whisky, mágoas, um pedaço de papel, trevas, insanidade, depressão. Perdido pelo quarto, um espaço vazio, em meio de poeira, alucinação.
Leva o louco a pensar: Agora, ser ou não ? Penso, reflito, leio, desisto. Tudo ao copo de um whisky, mágoas, papel, trevas, insanidade, depressão. Perdido no espaço, um quarto vazio, poeira, em meio de alucinação. Perco o tempo sobre os dedos, choro desespero, grito solidão. Na mente de um louco, segundos são anos, anos depressão. Repetição de idéias, ponto morto, pássaro nadando, rosa despedaçada, faca cega laminada, pensamento vago, podridão. Ratos sobre a cama, goteira entupida, mente esvaecida, tédio, manipulação.
Nadando frente a razão, perdido em karmas de transição. Longe do céu ou inferno, nirvana, outro centro de meditação. Sou o homem do homem, num quarto vazio, mofando a espera de uma luz, uma salvação. Heroína que se perde, perante redes, conexão. Perdida no sangue, seguida do disparo do coração. É a mente do louco já numa segunda fase de depressão. É a mente do louco em profunda degradação. Vendo raios em aquários, luzes num porão, sou o louco sem nada a perder, olhando ao espelho da alma incapacitado de algo ver.
Uma janela se abre, sem luz, vaga, perante as trevas da cidade. Salvação ! Com o vidro dissipando, um pulo a redenção. Longe do céu ou inferno, nirvana, e qualquer outra droga de centro de meditação. Perto apenas do concreto, sangue quente gelando sobre a face, libertação. Abre a mente perdida, num vale de trevas, onde não há razão. Sobre as flores do asfalto, ao pé da calçada jaz o super-homem, perdido no seu ego, sozinho num deserto, livre da angústia, do caos, do tédio, e depressão. O que já fora um zumbi, hoje é um morto ao gozar os prazeres de uma morte sem razão.
descobrindo pessoas talentosas pelo msn. (;
xxx

Um comentário:

Unknown disse...

Bá, conheço esse texto heim (;
hahaha

;*